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Campanha Salarial 2026: servidores aprovam diálogo como principal estratégia

Na assembleia, Mariana Torres foi eleita a nova secretária-geral

18 de fev. de 2026

Em assembleia geral realizada na noite de terça-feira (11 de março) pelo Sindsemp-SP, os servidores do Ministério Público de São Paulo (MPSP) definiram os rumos da Campanha Salarial 2026. O encontro virtual reuniu a base para debater o tom da campanha deste ano para a recuperação do poder de compra da categoria, além da recomposição do cargo de secretário-geral da entidade.


Nos informes iniciais, a presidenta Ticiane Natale reafirmou que o Sindsemp-SP, sob a gestão do "Movimento Nenhum Servidor a Menos", não cobrará contribuição sindical obrigatória, mantendo-se fiel ao modelo de financiamento voluntário por mensalidades. Dessa forma, os servidores do MPSP não precisarão enviar carta de oposição, pois não haverá desconto compulsório.


O sindicato também manifestou apoio público à recente decisão do ministro Flávio Dino, do STF, que visa a combater o dreno do orçamento público por "supersalários", reafirmando o posicionamento segundo o qual os recursos institucionais devem ser priorizados para a valorização dos servidores.


O ponto central da pauta foi a apresentação da realidade financeira da categoria. Segundo dados apresentados pela conselheira fiscal Mariana Fiorino, a defasagem salarial acumulada em relação a 2015 já atinge a marca de 24,34%. Para combater esse cenário, a assembleia aprovou um conjunto de medidas estratégicas que têm como principal objetivo a tentativa de diálogo com a administração superior do MPSP. Neste sentido, o sindicato já protocolou ofício requerendo Mesa de Negociação com a Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ) e com a Diretoria-Geral.


A base também aprovou a realização de uma eleição paralela para procurador-geral de Justiça (PGJ), organizada pelo sindicato, com votação exclusiva entre os servidores na eleição que deve acontecer em abril. O objetivo da iniciativa, de peso simbólico e incentivada pela Fenamp, é pressionar os candidatos ao comando da instituição a incluírem as demandas da base em seus planos de gestão.


A campanha salarial também buscará articulação com servidores do Tribunal de Justiça (TJSP) e outros setores do funcionalismo para fortalecer a pressão política.


A assembleia também marcou a posse da nova secretária-geral da entidade, Mariana Torres. Oficiala de promotoria de São Sebastião, ela foi eleita por aclamação para ocupar a vaga deixada por Roneth Mota, que se desligou por motivos pessoais. Em seu discurso de posse, Mariana destacou seu histórico de lutas e o compromisso em manter o sindicato próximo à base. A indicação foi recebida com elogios unânimes dos participantes, tanto no chat da transmissão ao vivo, quanto nas falas abertas.


O evento contou com a participação do deputado estadual Carlos Giannazi (PSOL), que trouxe atualizações sobre a luta pela aplicação da recentemente sancionada Lei Complementar 226/2026 (Lei do Descongela), que visa a recuperar o tempo de serviço congelado durante a pandemia, na gestão de Jair Bolsonaro (PL). Também informou sobre os esforços para a aprovação da devolução dos dias de faltas abonadas retirados dos servidores durante a gestão de João Doria (PSDB).

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